Fotografo: Assessoria.
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Barreira Sanitaria.

Em quatro dias de intenso funcionamento, as barreiras sanitárias, na entrada de Várzea Grande localizadas no Trevo do Lagarto, nas Avenidas Júlio Campos e Mário Andreazza, atenderam 7.081 pessoas que estavam em 4.320 veículos que realizaram 38 procedimentos médicos entre exames, medição de temperatura, testes rápidos para detecção de covid-19, nove encaminhamentos a unidades de saúde públicas e privadas e três recusas com assinatura de termo de responsabilidade.


Para o secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes o efeito das barreiras sanitárias é poder acompanhar as pessoas que são da cidade e estão voltando ou para saber quem chegou ao município, qual seu destino para se evitar que a mesma seja propagadora da covid-19.

 

“Uma das mais importantes ferramentas neste momento de pandemia é a informação, por isso é importante sabermos e monitorarmos aqueles que apresentam algum sintoma ou já tem a confirmação da covid-19 que tem três estágios, o leve, moderado e grave, sendo que no primeiro e no segundo estágio o paciente pode, dependendo da gravidade, ser tratado em isolamento domiciliar, o que representa dizer, menor pressão sob as vagas de UTI e de enfermaria”, sinalizou o titular da Saúde da segunda maior cidade de Mato Grosso.

 

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Ele apontou que as recomendações da prefeita Lucimar Sacre de Campos, são no sentido de promover todas as medidas necessárias para mitigar os efeitos da doença como um todo, então Várzea Grande lança mão de uma série de medidas em busca de segurar a propagação da doença e em um segundo momento, reduzir os casos, o que acontecerá quando a maioria das população já estiver desenvolvido um anticorpos para o próprio organismo combater a doença.


“As demais medidas estamos adotando de forma paulatina e com regularidade, como no caso do tratamento precoce através de consultas prévias e medicamentos ofertados, desde que prescrito por médico e dentro da realidade de cada paciente”, disse Diógenes Marcondes, apontando que alguns pacientes aparecem com receitas com volumes de medicamentos absurdos e rasuras que demonstra algum tipo de irregularidade, sendo que neste caso, não haverá atendimento.

 

Ele ponderou que não adianta as pessoas comparecerem as unidades de saúde em nome de terceiros que supostamente estariam doentes em busca de medicamentos. O paciente que está em quadro leve ou moderado, desde que adotadas as medidas de segurança corretas pode comparecer a consulta médica e aviar sua receita e receber seu medicamento, agora não mande terceiro que não serão atendidos.

 

Já para o secretário de Governo, Alessandro Ferreira da Silva, que comanda a Vigilância Sanitária de Várzea Grande, nos primeiros dias de funcionamento das barreiras ficou decidido, principalmente para os caminhões que estão apenas de passagem que os mesmos terão livre acesso desde que não entrem na cidade.

 

“Temos mais de 25 mil, dependendo da época mais de 35 mil caminhões que descem para o Sul e Sudeste do Brasil com a safra agrícola ou sobem para o Norte de Mato Grosso e do país com outros produtos e se fosse parar a todos seria um transtorno e se formariam imensas filas, portanto, decidimos parar aqueles que tem o destino final em Várzea Grande ou por algum motivo entrarem na cidade”, explicou o secretário de Governo.

 

O secretário de Governo, afiançou ainda que ônibus de passageiros de linha, também não são parados, pois eles tem outro tipo de acompanhamento sanitário, principalmente no Terminal Rodoviário de Cuiabá.

 

Ele sinalizou ainda que, “após 4 dias de barreiras sanitárias, temos 4.320 veículos abordados e 7.081 pessoas que passaram pelo medidor de temperatura. Desta ação foi constatada que 18 indivíduos apresentaram sinais febris e foram encaminhados ali mesmo para os primeiros atendimentos ou para unidades de saúde públicas de Várzea Grande ou privadas. Foram realizadas 5 vídeos-consultas com médicos que atendem a rede pública municipal e 3 testes rápidos. Infelizmente quatro pessoas se negaram a fazer qualquer tipo de procedimento e assinaram um termo de responsabilidade após apresentarem documentos pessoais”, explicou o secretário de Governo, Alessandro Ferreira da Silva.


Os titulares da Saúde e de Governo, reforçaram que em comum acordo com o Governo do Estado, com a Prefeitura de Cuiabá que fechou as outras entradas na capital também com barreiras sanitárias e com o Poder Judiciário, medidas estão sendo adotadas para fazer o enfrentamento a covid-19, mas é preciso primeiro conscientizar as pessoas que a única medida ao alcance de todos é o isolamento social e as medidas de segurança para aqueles que necessitam trabalhar.


“A ordem da prefeita Lucimar Sacre de Campos é fazer todo o possível que está ao nosso alcance, mas existe muito desrespeito as regras e isto só fortalece a propagação da covid-19 e o aumento no número de casos”, disse o secretário Diógenes Marcondes sinalizando que não vai faltar atendimento, medicamento e exames, mas tudo certo, sem exageros e sem os aproveitadores que apostam no quanto pior, melhor.