Fotografo: Divulgação.
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Ataque a índios.

O deputado Valdir Barranco (PT) apresentou nesta quarta-feira (02) uma moção de repúdio pela morte de quatro indígenas chiquitanos, em Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá). Na data, o grupo foi morto durante uma ação do Grupo Especial de Fronteira (Gefron).

 

De acordo com o parlamentar, o ato de 'violência irresponsável' executado pelo Gefron contra os indígenas apresenta, inclusive, indícios de tortura. Informações apresentadas pelo deputado na moção de repúdio apontam que dois homens do grupo estavam com orelhas cortadas e dentes quebrados.

 

Identificados como Arcindo Sumbre García, Paulo Pedraza Chore, Yonas Pedraza Tosube e Ezequiel Pedraza Tosube Lopez, os indígenas estariam retomando de uma caçada realizada próxima à cidade de San Matías, portando em suas mochilas peças de carne secas de animais.

 

"Busco, além de justiça, uma reparação do Estado brasileiro que retirou da comunidade quatro adultos que eram fundamentais no sustento das famílias e de toda a aldeia localizada no município boliviano de San José de la Frontera", apontou o deputado.

 

Conforme boletim de ocorrência registrado na época do fato, haveria nove suspeitos na ocorrência que avançaram com os policiais. Os homens, todos em uma região de mata, estariam transportando drogas para a Bolívia. Na ação, quatro pessoas foram mortas e o restante fugiu.

 

Junto aos indígenas os policiais localizaram quatro armas de fogo e diversas munições. Contudo, nenhuma droga foi localizada, fato destacado também pela moção de repúdio, uma vez que os entorpecentes seriam o motivo da ação policial.

 

Ao portal , o Gefron apontou que uma investigação sobre o caso está em curso e que não foi realizada qualquer tipo de ação em desfavor dos policiais que atuaram na ocorrência. À reportagem, o grupo de fronteira também disse que os suspeitos que teriam fugido já foram identificados.