Fotografo: MidiaNewus
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CPI

 
 
 
O vereador Ricardo Saad (PSDB) vai apresentar na manhã de quarta-feira (12) o relatório final do processo de quebra de decoro parlamentar contra o vereador Abílio Junior (PSC).
 
Desde o dia 18 de outubro, o parlamentar responde ao processo na Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá e corre o risco de ser cassado pelo Legislativo.
 
“Irei apresentar o relatório para votação dos membros e, em seguida, entregaremos o mesmo ao presidente Misael Galvão”, afirmou o vereador.
 
Saad disse que após a apreciação na comissão, independente de aprovação ou não, o relatório seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que terá 15 dias para emitir parecer e, posteriormente, colocar o processo para leitura em plenário.
 
O vereador informou que retirou do relatório o caso a respeito do depoimento da servidora da Saúde Elizabete Maria de Almeida.
 
 
Não tem nem para lá e nem para cá. Trata-se dos fatos. Agora, quem vai tomar a decisão será o plenário. Eles é que vão decidir
 
Ela revelou à Polícia Civil ter mentido quando acusou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MBD), de subornar vereadores para que agilizassem a cassação de Abílio na comissão. Segundo ela, mesmo sabendo que a história era falsa, Abílio a teria orientado a manter a versão no depoimento que deu na Delegacia Fazendária, em novembro do ano passado. 
 
“Tentei fazer uma coisa em cima da denúncia feita. Tomamos todos os cuidados e tudo que aquela mulher [referindo-se a servidora] falou não levamos em conta, porque não fazia parte do que a gente procurava. É um relatório técnico e assim que vai ser apresentado”, disse.
 
Questionado sobre o teor do relatório, Saad desconversou: “Não posso falar nada disso. Vocês já ficam sabendo. Pode ser que na próxima sessão seja lido o relatório ou pelo menos o esboço”.
 
Relatório imparcial
 
O relator afirmou que o trabalho feito por ele é "extremamente imparcial".
 
“Não tem nem para lá e nem para cá. Trata-se dos fatos. Agora, quem vai tomar a decisão será o plenário. Eles é que vão decidir. No regimento interno são 13 votos, maioria simples, para cassar um vereador”, disse.
 
“Foi um relatório um pouco demorado, pois tinha muita coisa para levar em consideração. Mas ele está estritamente baseado nos pontos que estão na denúncia. Não tem nada de política. Se é, é; se não é, não é. Cada um vai ter a sua consciência na hora do voto. O depoimento da mulher talvez possa afetar em alguma coisa na decisão do voto político, no contexto da credibilidade do que aconteceu”, analisou Saad.
 
A Comissão de Ética é formada pelos vereadores Toninho de Souza (PSD), como presidente, e Vinícius Hugueney (PP), que é membro.