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Várzea Grande(DF), Quarta-Feira, 01 de Dezembro de 2021 - 19:23
19/10/2021 as 19:07 | Por Assessoria. |
Prefeito vê operação como “desproporcional e midiática” e vai recorrer.
Em nota, Emanuel Pinheiro cita que investigação que resultou em operação não aponta desvio
Fotografo: Divulgação.
Emanuel Pinheiro.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) classificou a “Operação Capistrum”, deflagrada nesta terça-feira (19) e que apura ilícitos na Secretaria Municipal de Saúde, como “desproporcional e midiática”. Além de Pinheiro, que foi afastado do cargo, são alvos da ação, sua esposa, a primeira-dama Márcia Kuhn Pinheiro, a secretária adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos Ivone de Souza, o ex-coordenador de Gestão de Pessoas Ricardo Aparecido Ribeiro e o chefe de Gabinete Antônio Monreal Neto, este último, preso durante cumprimento de mandados.

 

Conforme o prefeito, a operação não visa investigar desvios de recursos públicos, mas a contratação de 259 servidores para Saúde no ano de 2018 sem a realização de concurso público. Essa informação consta na delação premiada do ex-secretário Huark Correia  junto ao Ministério Público de Mato Grosso (MPE). Ele irá recorrer da decisão.

Huark afirma na delação que esses servidores foram contratados durante o período em que ele ficou à frente da Pasta entre março e dezembro de 2018, boa parte deles, sem necessidade, ou formação para o cargo em que foi contratado. Na delação, o ex-gestor afirma que esses servidores foram contratados para atender interesses políticos de Emanuel Pinheiro (MDB), e que essas contratações seriam “canhão político” para o prefeito. Disse ainda parte delas, seriam indicações de vereadores em troca de apoio na Câmara Municipal.

Nota do prefeito Emanuel Pinheiro:

Sobre a apuração do Ministério Público Estadual, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, esclarece:

– Ao contrário do que vem sendo maldosamente propagado, a instauração de inquérito em questão pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), não aponta desvio de valores. A investigação averigua denúncia de contratação excepcional de 259 (duzentos e cinquenta e nove)  servidores para Saúde no ano de 2018 em detrimento de realização de concurso público; 

 – Na manhã desta terça-feira (19), equipes do MPE encontram-se cumprindo mandado de busca e apreensão nas salas do chefe de gabinete do Prefeito e da secretária-adjunta de Governo. 

– O expediente no Palácio Alencastro transcorre normalmente, excetuando-se nos dois locais em que as equipes do MPE concentram os trabalhos; 

– Por considerar desproporcionais e midiáticas, o prefeito Emanuel Pinheiro informa que irá recorrer das medidas desferidas pelo poder judiciário.

– Reitera que está à disposição das autoridades para esclarecimentos dos fatos.

 




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